Casa da Convenção de Evoramonte

Portugal

Na Casa da Convenção de Evoramonte foi assinado, a 26 de maio de 1834, um Tratado de Paz conhecido por “Convenção de Evoramonte”, que pôs fim à única guerra civil portuguesa em quase 900 anos de História. No início do século XIX, as ideias liberais estavam a espalhar-se pela maioria das monarquias europeias, e Portugal não foi exceção.

A Guerra Civil eclodiu em Portugal em 1831, depois de D. Miguel, um monarca absolutista e tradicionalista, ter revogado a Carta Constitucional, em 1828, que tinha jurado defender. A Carta estava em vigor desde 1826.

O seu irmão mais velho, D. Pedro, protetor do Regime Constitucional, que ocupava o trono no Brasil, veio para Portugal e, do arquipélago dos Açores, formou um exército de mercenários e exilados. Em 1832, D. Pedro desembarcou no Norte de Portugal e tomou a cidade do Porto, iniciando um período de dois anos de sangrentas batalhas, perseguições e destruição do País.

Os absolutistas de D. Miguel foram decisivamente derrotados a 16 de Maio de 1834, na Batalha da Asseiceira, na região centro do País, obrigando este mesmo monarca a refugiar-se, juntamente com o seu restante exército, na cidade de Évora, situada a 25 km de Evoramonte.

Por outro lado, as tropas liberais de D. Pedro tomavam Estremoz.

Com um exército enfraquecido e doente, D. Miguel é obrigado a pedir tréguas ao seu irmão D. Pedro, depois de reconhecer a impossibilidade de continuar a Guerra ou de se unir ao seu primo, D. Carlos, que ainda lutava contra as ideias liberais em Espanha.

Ambas as partes acordaram a assinatura da Paz em Evoramonte, na residência do então Presidente da Câmara, Sr. Joaquim António Saramago.

A Convenção de Evoramonte, assinada a 26 de maio de 1834, por ambos os chefes do exército, levou D. Miguel ao exílio em Itália (e mais tarde na Áustria, onde viria a falecer) e à entrega do trono português à sua sobrinha, D. Maria II, filha de D. Pedro.

D. Maria II viria a restabelecer a Carta Constitucional e, com a chegada da Paz, o comércio modernizou-se com a abolição das primogenituras, dos portos secos internos e com a nacionalização de conventos e mosteiros. A administração pública, a justiça e o exército também foram modernizados.

A partir daí, Portugal empreendeu o mesmo destino de outras nações europeias.

Morada e contatos

Rua da Convenção, 41 – 7100-308 Evoramonte

Telefone – (+351) 268 339 219 (Museu Municipal de Estremoz)

Email – museu.municipal@cm-estremoz.pt

Localização

Evoramonte situa-se na província do Alentejo, distrito de Évora, a 130 kms a leste de Lisboa, a 70 kms a oeste da fronteira com Espanha, a 25 kms a norte de Évora.

Coordenadas GPS: 38°46’13.2″N 7°42’59.6″W

Como chegar

Evoramonte pode ser alcançada de carro a partir de Lisboa (saída Évora Nascente) ou de Espanha (saída Estremoz) pela autoestrada A6 e pela Estrada Nacional 18. O acesso a partir de Évora é feito pela Estrada Nacional 18 (25 km) e a partir de Estremoz pela mesma estrada (17 km). De transportes públicos, a vila é servida por várias ligações diárias de autocarro entre Évora e Estremoz.

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Espaços visitáveis

Casa da Convenção de Evoramonte

O espaço contém uma exposição permanente sobre a Convenção de Evoramonte, as causas e consequências da Guerra Civil Portuguesa de 1832/1834. Estão disponíveis um vídeo sobre a Guerra Civil e a Assinatura da Convenção de Evoramonte (português e inglês) e 2 quadros interativos. No piso superior, poderá admirar uma representação da assinatura da Convenção.

Informações Úteis

Horário de funcionamento, funcionários e links

  • Equipa de serviço do local

    Um técnico sénior está disponível para realizar visitas guiadas.